O fim de uma era
Morre o historiador Eric Hobsbawm, aos 95 anos, em Londres. Autor de ‘Era das Revoluções’ e ‘Era dos extremos’ deixa mulher, filhos, netos, bisnetos e milhares de leitores e admiradores
Bruno Garcia
1/10/2012
Morreu na manhã desta segunda (1) o historiador marxista Eric Hobsbawm, britânico de origem judaica, em Londres, aos 95 anos. Hobsbawm estava com pneumonia e não resistiu ao tratamento.De acordo com comunicado divulgado por sua família, Hobsbawm deixa "não só sua mulher dos últimos 50 anos, Marlene, seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também seus milhares de leitores e pesquisadores no mundo todo". Autor de Era dos Impérios, Era das Revoluções, Era dos Extremos eGlobalização, Democracia e Terrorismo – entre muitos outros –Hobsbawm revolucionou – de fato – a historiografia e a interpretação da História sobre o nosso tempo.Relevante e fundamentalPoucos historiadores tiveram o privilégio e a lucidez de refletir sobre sua própria época. Britânico, nascido em Alexandria, no Egito em 1917, Hobsbawm passou seus primeiros anos em Viena, nas ruínas do último grande império europeu, o Habsburgo. Ainda criança se muda para Berlim, onde permanece até vitória do partido nazista em 1933. Quando a Segunda Guerra Mundial teve inicio - já historiador e membro do Partido Comunista Britânico - colaborou com os serviços de inteligência e integrou o Royal Army Educational Corps, uma divisão responsável pela instrução e educação dentro do exército.Na década de 60, se relaciona com a privilegiada geração de historiadores marxistas ingleses, como Christopher Hill e Edward Thompson. Seu interesse pelo trabalhismo o leva a estudar as revoluções burguesas do século XIX. Nascia a preciosa série dividida em eras: Revoluções (1789-1948), Capital (1848-1975), Impérios (1875-1914). Bibliografia obrigatória dos cursos de História de todo mundo, seus trabalhos sobre o período ainda foram acrescidos de dois livros fundamentais sobre História Moderna: A Invenção das Tradições (1983) e Nações e Nacionalismo desde 1780 (1991).Seu trabalho mais marcante, no entanto, viria com “A Era dos Extremos” de 1991. Coincidindo com boa parte do seu tempo de vida, o historiador se coloca no papel de testemunha do mais interessante e sangrento século da história, como costumava dizer. Ele divide o período em três eras. A primeira, a da catástrofe, marca as duas grandes guerra, o surgimento da União Soviética, a crise econômica de 1929 e o aparecimento dos fascismos. A segunda, nas décadas de 50 e 60, chamada de anos dourados, período de grande expansão econômica do capitalismo. Por fim, entre 1970 e 1991, o desmoronamento final, quando os sistemas ideológicos e institucionais caem por terra.Hobsbawm viveu muito, mas parece pouco frente à magnitude de sua obra. Foram mais de 30 livros, alguns sobre paixões pessoais, como “A História Social do Jazz” (1989), outros como reafirmação de sua coerência ideológica, como seu último, “Como mudar o mundo: Marx e o Marxismo” (2011). Nos últimos anos, permaneceu ativo e publicando muito. Em 2002 lançou sua autobiografia, “Tempos Interessantes”. Cinco anos depois, alguns ensaios que incluíam análises pontuais sobre o mundo pós 11 de setembro. Sua morte, aos 95 anos, deixa gerações de historiadores órfãs de um dos historiadores mais lidos e influentes do último século.
Meio Ambiente e Conflitos:
ResponderExcluirAs sementes de um conflito nuclear podem estar germinando nos solos da Amazônia e pode ser entre argentinos e brasileiros, empenhados em defender posições antagônicas quanto á utilização e preservação da última grande floresta do planeta. A projeção seria uma Buenos Aires totalmente destruída, 40 milhões de mortos e o Brasil dividido em 4 territórios administrados por representantes das nações unidas. Mas, por enquanto não, passa de um roteiro de um livro de futurologia. São contraditórias as notícias em relação ao ritmo e a extensão dos desmatamentos na região. É previsto pelos autores ingleses na 2ª metade do século 21 a Argentina seria o país mais próspero da América do Sul. Graças a uma bem conduzida revolução agrária, ela transformaria seus pampas inóspitos no grande celeiro do continente. O Brasil, a despeito de sua riqueza em recursos naturais, permaneceria com a imensa área florestal de seu território, protegida por estrangeiros. A faísca que detonaria o conflito seria a desobediência de um presidente, que, contrariando os interesses da ONU, resolveria implantar um programa de desenvolvimento na Bacia Amazônica. A ONU convocaria a Argentina a ocupar com suas tropas diversos pontos estratégicos da região, começando a guerra. A maior floresta tropical do mundo, com mais de 5 milhões de km quadrados desenvolveu-se sobre um solo paupérrimo, uma terra imprestável que surge em áreas desmatadas 2 ou 3 anos após a derrubada das árvores. Em muitos países africanos e asiáticos, todas as tentativas de cultivo imediato desses solos, logo após a derrubada das florestas resultaram em indiscutíveis fracassos. As selvas chuvosas, com sua umidade constante e farta deposição de matéria orgânica são os únicos empecilhos contra a desertificação das regiões com tais solos. Conforme a ONU, o Brasil vai precisar de 180 milhões de hectares de área cultivada nesse século para alimentar uma população de quase 300 milhões de habitantes. Apenas uma colher de chá de terra recolhida em zona temperada pode conter 5 bilhões de bactérias, 20 milhões de cogumelos microscópicos, 1 milhão de protozoários e 200 mil algas. Os recursos minerais do subsolo são ainda ignorados.
Aluno:Bruno Henrique
Turma:803
Obs:Professora me desculpa mas eu não conseguir o Pen-drive, Mas tai o texto escritooo